Letra: Joaquim Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manoel da Silva
Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!
Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!
Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu risonho e límpido
À imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada,
Brasil !
Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Do que a terra mais garrida
Teus risonhos lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".
Ó Pátria amada,
Idolatrada
Salve! Salve!
Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado
E diga o verde-louro desta flâmula
Paz no futuro e glória no passado.
Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.
Terra adorada
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Pátria amada,
Brasil !
Download do Hino:
Coral
Instrumental
Letra: Olavo Bilac
Música: Francisco Braga
Salve, lindo pendão da esperança,
Salve, símbolo augusto da paz.
Tua nobre presença à lembrança
A grandeza da Pátria nos traz.
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Em teu seio formoso retratas
Este céu de puríssimo azul,
A verdura sem par destas matas
E o esplendor do Cruzeiro do Sul.
Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Contemplando o teu vulto sagrado,
Compreendemos o nosso dever;
E o Brasil por seus filhos amado,
Poderoso e feliz há de ser.
Recebe o afeto que se encerra
em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil!
Sobre a imensa Nação Brasileira,
Nos momentos de festa ou de dor,
Paira sempre, sagrada bandeira,
Pavilhão da justiça e do amor!
Recebe o afeto que se encerra
Em nosso peito juvenil,
Querido símbolo da terra,
Da amada terra do Brasil
Download do Hino:
Coral
Instrumental
Letra: Evaristo da Veiga
Música: D. Pedro I
Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade,
No horizonte do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa...
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Não temeis ímpias falanges
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Parabéns, ó! brasileiros!
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.
Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.
Download do Hino:
Coral
Instrumental
Letra: Olavo Bilac
Música: Francisco Braga
Seja um pálio de luz desdobrado
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperanças, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Nós nem cremos que escravos outrora
Tenha havido em tão nobre País ...
Hoje o rubro lampejo da aurora
Acha irmãos, não tiranos hostis.
Somos todos iguais! Ao futuro
Saberemos, unidos, levar
Nosso augusto estandarte que, puro,
Brilha, ovante, da Pátria no altar!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Se é mister que de peitos valentes
Haja sangue no nosso pendão,
Sangue vivo do herói Tiradentes
Batizou este audaz pavilhão!
Mensageiros de paz, paz queremos,
É de amor nossa força e poder,
Mas da guerra nos transes supremos
Heis de ver-nos lutar e vencer!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Do Ipiranga é preciso que o brado
Seja um grito soberbo de fé!
O Brasil já surgiu libertado
Sobre as púrpuras régias de pé!
Eia, pois, brasileiros, avante!
Verdes louros colhamos louçãos!
Seja o nosso país triunfante,
Livre terra de livres irmãos!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Download do Hino:
Coral
Instrumental
História:
A bandeira do Brasil foi instituída a 19 de novembro de 1889, ou seja, 4 dias depois da Proclamação da República. É o resultado de uma adaptação na tradicional Bandeira do Império Brasileiro. Neste contexto, em vez do escudo Imperial português dentro do losango amarelo, foi adicionado o círculo azul com estrelas na cor branca.
Normas:
A Bandeira Nacional é hasteada de manhã e recolhida na parte da tarde. Ela não pode ficar exposta à noite, a não ser que esteja bem iluminada. É obrigatório o seu hasteamento em órgãos públicos (escolas, ministérios, secretarias de governo, repartições públicas) em dias de festa ou de luto nacional. Nos edifícios do governo, ela é hasteada todos os dias. Também é exposta em situações em que o Brasil é representado diante de outros países como, por exemplo, em congressos internacionais e encontros de governos.
Dia da Bandeira
O dia 19 de Novembro é comemorado, em todo o território nacional, como o Dia da Bandeira. Nesta data ocorrem comemorações cívicas, acompanhadas do Hino à Bandeira.
Curiosidade:
- A versão atual da Bandeira Nacional Brasileira com 27 estrelas entrou em vigor em 11 de maio de 1992, com a inclusão de mais quatro estrelas (antes eram 23 estrelas) representando os estados do Amapá, Tocantins, Roraima e Rondônia.
Bandeiras presidencial e vice-presidencial:

<- Bandeira Presidencial
<- Bandeira Vice-Presidencial
As armas nacionais são um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, conforme estabelece o art. 13, § 1.º, da Constituição do Brasil. Os outros símbolos da República são a bandeira nacional, o hino nacional e o selo nacional. O Brasão de Armas do Brasil foi desenhado pelo engenheiro Artur Zauer sob encomenda própria do Presidente Manuel Deodoro da Fonseca.
Segundo a Lei 5.700, de 1.º de setembro de 1971, as armas nacionais são as instituídas pelo decreto 4, de 19 de novembro de 1889, com a alteração feita pela lei 5.443, de 28 de maio de 1968 e pela Lei 8.421, de 11 de Maio de 1992. As armas nacionais, ou brasão nacional, compõe também a Faixa Presidencial, na parte frontal da mesma.
Descrição Heráldica:
Ainda segundo a lei 5.700, alterada pela lei 8.421, de 11 de maio de 1992, a feitura das armas nacionais deve obedecer à proporção de quinze de altura por quatorze de largura, e atender às seguintes disposições:
I - o escudo redondo será constituído em campo azul-celeste, contendo cinco estrelas de prata, dispostas na forma da constelação do Cruzeiro do Sul, com a bordadura do campo perfilada de ouro, carregada de estrelas de prata em número igual ao das estrelas existentes na bandeira nacional;
II - o escudo ficará pousado numa estrela partida e gironada, de dez peças de sinopla e ouro, bordada de duas tiras, a interior de goles e a exterior de ouro;
III - o todo brocante sobre uma espada, em pala, empunhada de ouro, guardas de blau, salvo a parte do centro, que é de goles e contendo uma estrela de prata, figurará sobre uma coroa formada de um ramo de café frutificado, à destra, e de outro de fumo florido, à sinistra, ambos da própria cor, atados de blau, ficando o conjunto sobre um resplendor de ouro, cujos contornos formam uma estrela de vinte pontas;
IV - em listel de blau, brocante sobre os punhos da espada, inscrever-se-á, em ouro, a legenda República Federativa do Brasil, no centro, e ainda as expressões 15 de novembro, na extremidade destra, e as expressões de 1889, na sinistra.
Uso do brasão:
É obrigatório o uso das armas nacionais, segundo o artigo 26 da lei 5.700/71, com a redação dada pela lei 8.421/92:
no palácio da Presidência da República e na residência do presidente da República;
nos edifícios-sede dos ministérios;
nas casas do Congresso Nacional;
no Supremo Tribunal Federal, nos tribunais superiores e nos tribunais federais de recursos;
nas prefeituras e câmaras municipais;
na frontaria dos edifícios das repartições públicas federais;
nos quartéis das forças federais de terra, mar e ar e das polícias militares e corpos de bombeiros militares, nos seus armamentos, bem como nas fortalezas e nos navios de guerra;
na frontaria ou no salão principal das escolas públicas;
nos papéis de expediente, nos convites e nas publicações oficiais de nível federal.
Segundo o decreto n.º 80.739, de 14 de novembro de 1977, o uso do brasão das armas nacionais em documentos deve ser em preto-e-branco: "Artigo 5.º - O timbre dos demais papéis de expediente e envelopes terá as Armas Nacionais e os dizeres 'Serviço Público Federal', impressos em preto".
O Selo Nacional é um dos quatro símbolos oficiais da República Federativa do Brasil, conforme estabelece a Lei 5.700, de 1º de setembro de 1971. Os outros símbolos da República são a Bandeira Nacional, o Hino Nacional e o Brasão das Armas.
Foi criado através do Decreto nº 4, de 19 de novembro de 1889, e atende às seguintes especificações:
É formado por um círculo representando uma esfera celeste, idêntica à da bandeira nacional, tendo em volta as palavras "República Federativa do Brasil".
Uso:
É usado para autenticar os atos de governo, os diplomas e certificados expedidos por escolas oficiais ou reconhecidas.
Feitura:
Desenham-se duas circunferências concêntricas, havendo entre os seus raios a proporção de 3 para 4.
A colocação das estrelas, da faixa e da legenda Ordem e Progresso no círculo interior obedecerá às mesmas regras estabelecidas para a feitura da Bandeira Nacional.
As letras das palavras República Federativa do Brasil terão de altura um sexto do raio do círculo interior, e, de largura, um sétimo do mesmo raio.

Letra: Osório Duque Estrada
Música: Francisco Manuel da Silva
Setembro, mês da Pátria. Dia 7 de Setembro é o dia das paradas militares e o dia de comemorar nossa Independência. Na verdade, para a Pátria devem ser todos os dias. O Hino Nacional é um dos principais patrimônios lingüísticos, semiológicos e patrióticos. Pela bela música e pelos belos versos, vale a pena conhecer melhor nosso hino. Ultimamente a gente só tem ouvido nos eventos esportivos, quando um
brasileiro sobe ao pódium ou quando a Seleção de Futebol inicia uma partida oficial internacional. O trabalho de Wayne Tobelem dos Santos tem vários méritos: traduz em linguagem simples os significados literais e poéticos do texto; estimula o enriquecimento do vocabulário; provoca um debate nacional em torno de cidadania; e ajuda a resgatar nossa auto-estima enquanto cidadãos brasileiros.
1. Ouviram do Ipiranga às margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante
As margens plácidas do (rio) Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.
Plácido quer dizer calmo. Dom Pedro I vinha de Santos, ao longo do rio Ipiranga,
quando tomou a corajosa decisão de declarar a independência do Brasil.
Brado é grito. Retumbante é estrondoso, barulhento, para fazer um contraste com
a placidez das margens.
Poderíamos parafrasear (escrever de outra forma) este verso assim: As margens
calmas do rio Ipiranga ouviram o grito estrondoso de um herói (Dom Pedro I), que
representava todo o povo brasileiro.
O riacho Ipiranga nasce junto ao Zoológico de S. Paulo. Era de costume na época
inverterem-se as frases à moda latina.
2. E o sol da liberdade em raios fúlgidos
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.
Fúlgido significa brilhante.
Mas não dava prá dizer: "raios brilhantes brilhavam" porque iria parecer
repetitivo e pobre. O grito de "Independência ou Morte" transformava uma nação
colonial, dependente de Portugal, em um novo país autônomo e livre. Duque
Estrada compara a liberdade a um sol brilhante que ilumina o céu (Pátria), antes
obscurecida pelo colonialismo.
3. Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte! Penhor equivale a garantia, segurança. É comum a gente penhorar algo de valor
(em troca de dinheiro) e receber um papel que garanta a recuperação daquilo que
foi penhorado. O Brasil passou a ser independente e, portanto, conquistou o
penhor da igualdade, ou seja, daquele momento em diante, Portugal e Brasil eram
nações iguais, sem que uma fosse superior à outra. E a frase continua, dizendo:
o nosso peito desafia a própria morte.
Simplificando: agora que o povo brasileiro conquistou seu passe para a
liberdade, através de sua força e coragem, inspirado nesta nova liberdade não
hesitará em enfrentar a própria morte (isto é, se tiver de lutar e morrer, o
povo não sentirá medo). A frase pode ser reescrita assim: através de nossa
coragem conquistamos uma igualdade de condição com quem antes era nosso
colonizador e, para manter esta situação de liberdade, estamos prontos a
sacrificar a própria vida.
4. Ó Pátria Amada,
Idolatrada
Salve! salve!
Idolatrar é transformar algo ou alguém em ídolo, como se costuma fazer com artistas de modo geral. Salve equivale a uma saudação. Originalmente se dizia;
"Deus te salve!"
5. Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu risonho e límpido
A imagem do Cruzeiro resplandece!
Vívido é intenso, ardente, vivo. Formoso é belo.
Límpido significa transparente, claro. Resplandecer equivale a brilhar ou luzir intensamente. Aqui o poeta compara o Brasil a um sonho intenso, porque ainda tem muito a realizar. Sabe-se
que o Cruzeiro do Sul é uma constelação que aparece no céu do Brasil. Ela tem a
forma de cruz, que nos lembra Jesus Cristo e as práticas cristãs. Portanto,
vamos refazer os versos para entender o sentido: O Brasil é como um sonho
intenso e, já que em nosso céu límpido a cruz de Cristo resplandece, desta cruz
desce um raio brilhante que ilumina o Brasil. Ou seja, o Brasil está sob o
amparo e a proteção de Cristo.
6. Gigante pela própria natureza
És belo, és forte impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.
Se você olhar o mapa mundial, vai notar que o Brasil é o quinto maior país do
mundo (depois de Rússia, Canadá, Estados Unidos e China). Com mais de 8.500.000
de Km2, o Brasil é naturalmente gigantesco.
Note que às vezes os poetas têm o costume de falar diretamente com as coisas,
como se elas fossem pessoas: "és belo, és forte..."
Impávido significa sem medo: destemido, corajoso. Colosso é uma pessoa ou objeto
de tamanho muito grande.
Vamos reescrever a frase: Tu (Brasil), és belo, forte e, graças ao tamanho
imenso que a natureza te deu, não tens medo de nada. Além disso, a tua grandeza
de hoje vai se revelar no futuro.
7. Terra adorada, entre outras mil,
És tu Brasil, ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil! Este trecho é mais fácil de se entender, embora também utilize algumas
inversões:
Brasil, tu és nossa terra adorada e te escolhemos entre outras mil terras; tu és
nossa pátria amada, mãe gentil (carinhosa) dos filhos deste solo (de nós,
brasileiros).
8. Deitado eternamente em berço esplêndido
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!
Esplêndido é maravilhoso, deslumbrante. Fulgurar é brilhar, resplandecer. Também
pode significar distinguir-se ou sobressair (entre outros). Florão é uma
decoração bonita e grande em forma de flor.
A idéia que Duque Estrada quer transmitir é a de que a localização geográfica do
Brasil é mesmo muito privilegiada: as montanhas, as matas, os rios, toda a
natureza formam a imagem de um berço (porque, além do mais, o Brasil, uma nação
que se tornara recentemente independente, era como um imenso país
recém-nascido).
"Ao som do mar", porque temos um litoral vasto com belíssimas praias; "e à luz
do céu profundo", isto é, ensolarado, típico dos trópicos.
O "sol do Novo Mundo" coloca o Brasil mais uma vez como uma nação jovem e
promissora. O velho mundo (Europa) conquistou e colonizou o novo mundo
(América).
Vamos reescrever: Brasil, tu possuis uma localização espetacular, com uma
natureza rica, muito mar e sol. Por isso, entre outras nações da América (Novo
Mundo), tu te destacas como um florão.
9. Do que a terra mais garrida
Teus risonhos lindos campos têm mais flores,
"Nossos bosques têm mais vida",
"Nossa vida" no teu seio, "mais amores".
Garrida é colorida, alegre, vistosa. Teus risonhos lindos campos têm mais flores do que a terra mais garrida
(vistosa). Ou seja, nossa natureza é mais colorida e bela que a de outras
terras.
Nossos bosques têm mais vida (mais beleza e vitalidade).
Nossa vida, em teu seio (dentro de ti, Brasil), mais amores.
Equivale a dizer que nós, brasileiros, por vivermos no Brasil, somos mais
capazes de amar.
As aspas são usadas por Duque Estradas no original, pois representam citações
dos versos de Gonçalves Dias em "Canção do Exílio":
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá...
...Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas varzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
10. "Ó Pátria amada,
Idolatrada
Salve! Salve! Idolatrar é transformar algo ou alguém em ídolo, como se costuma fazer com
artistas de modo geral.
Salve equivale a uma saudação. Originalmente se dizia: "Deus te salve!"
11. Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado
Ostentar é mostrar com orgulho. Um lábaro era um estandarte muito usado pelos romanos e aqui está representado
por nossa bandeira, repleta de estrelas. O poeta compara a bandeira a um
estandarte e deseja que ele represente o amor eterno.
O verso está invertido. Deve-se ler: Brasil, o lábaro que ostentas estrelado
seja símbolo de amor eterno.
O poeta está tentando dizer: tomara que as estrelas da tua bandeira sejam
símbolo de amor eterno.
12. E diga ao verde-louro desta flâmula
Paz no futuro e glória no passado. Flâmula aqui, é sinônimo de bandeira. O louro é uma planta. Com seus galhos e
folhas os imperadores romanos eram coroados. Portanto, simboliza poder e glória.
Mais uma vez, vamos olhar para a bandeira. Duque Estrada torce para que o louro
da bandeira simbolize um poder que venceu batalhas gloriosas no passado, quando
isso foi necessário para se conseguir a independência, mas só deseja paz daquele
momento em diante, pois o verde, além da esperança, também simboliza a paz.
13. Mas se ergues da justiça a clava forte
Verás que o filho teu não foge à luta,
Nem teme quem te adora a própria morte.
Clava é um pedaço de pau pesado (mais grosso numa ponta que na outra), que era
usado como arma.
Vimos que, no verso anterior, o poeta sonha com a paz no futuro.
De repente, entretanto, este novo verso diz: mas se ergues (levantas) a clava
forte da justiça, ou seja, se o país tiver de lutar contra a injustiça, verás
que um brasileiro (filho teu) não foge à luta (enfrenta a guerra).
E quem te adora não teme nem a própria morte, quer dizer, os brasileiros adoram
tanto o seu país que seriam capazes de sacrificar suas próprias vidas para
defendê-lo.
14. Terra adorada, entre outras mil,
És tu, Brasil, ó pátria amada!
Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria Amada, Brasil!
Este trecho é mais fácil de se entender, embora também utilize algumas
inversões: Brasil, tu és nossa terra adorada e te escolhemos entre outras mil
terras; tu és nossa pátria amada, mãe gentil (carinhosa) dos filhos deste solo
(de nós, brasileiros).
Fonte: Wayne Tobelem dos Santos
Apenas dois convocados não têm contrato para usar uma determinada marca. Mais da metade dos jogadores calça chuteiras da Nike
Por “módicos” R$ 1.299,90 você poderá ter em casa a chuteira dos atacantes titulares da seleção brasileira. Caso prefira a do camisa 10, terá que desembolsar algo em torno de R$ 600,00. Claro que Robinho, Luis Fabiano e Kaká não tiveram que gastar um tostão para comprar os pares que levarão ao Mundial. O trio, assim, como outros 18 jogadores da seleção brasileira, recebem os calçados de graça, além de um “cachê” para usá-los.
Do atual time do Brasil, apenas os goleiros Júlio César e Gomes não têm contrato de patrocínio com nenhuma marca fabricante de material esportivo.
A Nike é a que conta mais atletas calçando as suas chuteiras. Quinze usam a marca que é fornecedora oficial da seleção brasileira. O reserva Gomes é o único do grupo que não tem contrato com a empresa.
A gigante americana acumula outro recorde: o de chuteira mais cara. Cada par do modelo usado por Daniel Alves, Luis Fabiano, Nilmar e Robinho custa R$ 1.299,90.
Em segundo lugar na preferência dos chamados por Dunga para o Mundial está a Adidas. Quatro jogadores usam a marca alemã, incluindo o camisa dez Kaká e o capitão do time, Lúcio. O “time” da empresa se completa com Grafite e Michel Bastos. O modelo usado pela dupla é, segundo a fabricante, o mais leve do mundo, com menos de 165 gramas em cada pé.
Outras três marcas patrocinam os jogadores da seleção. Puma, Lotto e Diadora fornecem calçados para Josué, Doni e Felipe Melo, respectivamente.
As marcas que calçam os jogadores do Brasil
Saiba quais as opções escolhidas pelos comandados de Dunga na África do Sul
NIKE
modelo: Mercurial Vapor SuperFly II
peso: 236 gramas
preço: R$ 1.299,90
quem calça: Daniel Alves, Luis Fabiano, Nilmar e Robinho
modelo: CTR360 Maestri
peso: 260 gramas
preço: R$ 899,90
quem calça: Ramires
modelo: Total90 Laser III
peso: 285 gramas
preço: R$ 899,90
quem calça: Juan, Maicon, Gilberto, Elano, Julio Baptista e Gomesquem calça: Luisão, Thiago Silva, Gilberto Silva e Kleberson (ou T 90)
ADIDAS
modelo: F50
peso: 165 gramas
preço: R$ 699,90
quem calça: Michel Bastos e Grafite
Foto: Divulgação
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O modelo Adidas do zagueiro Lúcio
modelo: Predator X
peso: 330 gramas
preço: R$ 649,90
quem calça: Lúcio
modelo: adiPURE III
peso: 290 gramas
preço: R$ 599,90
quem calça: Kaká
LOTTO
modelo: Zhero Evolution
peso: 270 gramas
preço: R$ 429, 90
quem calça: Doni
PUMA
modelo: King
peso: 230 gramas
preço: R$ 649,00
quem calça: Josué
DIADORA
modelo: Lk K-Pro 2
peso: 287 gramas
preço: R$ 388,00
quem calça: Felipe Melo
OUTROS
*Júlio César não tem contrato com nenhuma empresa e não informou qual chuteira usará









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